Luís Inácio Lula da Silva, novo presidente da Nintendo?

Após o anúncio do padecimento do senhor Satoru Iwata em Julho de 2015, o eterno e polêmico presidente Lula, depois de muito refletir, decide optar por seguir a carreira de seus filhos e investir no empresariado. Cansado de ter que proferir os mesmos discursos, cair nas mesmas e velhas denúncias de desvio de conduta e corrupção imputadas pela grande mídia e pela oposição, Lula, junto de seus melhores conselheiros do Instituto Lula, opta por uma reunião fechada junto com a diretoria da Nintendo, para negociar uma futura concorrência à presidência da empresa, que segundo ele, “Está para o mundo dos games como Neymar está para o ataque no Barcelona”.

Perguntado sobre como planejará seguir com o futuro da empresa e o porquê de sua inusitada decisão, o ex-presidente responde que, “A companheira Dilma sabe liderar os rumos do país, não é a crise internacional e a elite ignorante que vai impedir o mercado de vídeo games de crescer”. Segundo o jornalista, Rodrigo Valentino, é clara a intenção do ex-presidente em se aproveitar da figura stalinista de Mario Bros, que é claramente vermelho, segundo o mesmo, a próxima edição de Mario se chamará Mario Red Star 13, em parceria com a empresa de José Dirceu, obviamente com intenções de um golpe comunista.

Imagem por Guilherme Minniti
Imagem por Guilherme Minniti

Já o ex-presidente afirma que planeja aumentar a produção e distribuição das fabricas da Nintendo no CONESUL, já agendando uma reunião com Maduro, Cristina e Evo para os próximos meses, segundo ele, os BRICs já é um alvo em potencial, podendo contar com um financiamento do BNDEs para a produção de novos jogos da famosa série Pokemon. “O programa Meu Zelda Minha Vida vai poder levar acesso ao mundo de Hyrule para todos os gamers que tiveram Mega Drive 3 na infância, mais que isso, a gente precisa fazer jogos pros chineses, pros russos, indianos, pra menina e pro menino latino americano, vamos fazer da Nintendo o videogame de todos”, afirma o ex-presidente.

Porém, sua assessoria já antecipou que Lula fará um pronunciamento na FIESP e no próximo encontro da CUT sobre a proposta do “Programa de Aceleração do Mario Kart, o PAmK”, que pretende elevar o Mario Kart a patamares maiores dos que o do Need for Speed e Gran Turismo juntos. “Eu falei outro dia pros brasileiros e brasileiras fazerem ginástica, agora eu vou falar pra eles jogarem videogame, é um jogo que estimula a inteligência, eu com minha idade tô jogando e acho que todo mundo deveria, sabe…”.

Porém, o futuro do ex-presidente no mercado de games ainda é um mistério, segundo o cientista político André Singerson, o Lulismo segue seu curso com desafios e obstáculos no Brasil atual, colocando a figura do ex-presidente em destaque para as eleições de 2018.

Luís Inácio Lula da Silva, novo presidente da Nintendo?

Marcelo Motta, o turista hard core.

Primeiro episódio de uma série de entrevistas feitas com Marcelo Motta, paulistano de 26 anos, fundador do turismo hard core. Nesse episódio trataremos dos preparativos para viagem.

Suas viagens são marcadas pelo impulso. Misturada a pulsões misteriosas de vida, como diriam os psicanalistas. Um quê de fugere urbem. São Paulo é difícil de viver, difícil de ficar longe, mas  é preciso sair, desbravar esse Brasilzão doido, cheio de cerveja e cachaça pra dar. Em suma, uns vinte dias de antecedência é uma data perfeita, recomenda Marcelo. Caso trabalhe, ele sugere que você tente negociar uma folguinha, de 5 dias que seja. As companhias não são obrigatórias, muito menos necessárias, porém bem-vindas. Com esse mundo pleno de redes sociais diversas, não é difícil conhecer pessoas por qualquer canto do país. Conhecer nativos pode ser uma experiência interessante, explica Marcelo, que já dormiu na casa de muitas pessoas, até minutos antes da viagem estranhas, que não passavam de fotos dispersas pelo facebook. Viajar não requer coragem, nem mesmo pilantragem. Marcelo afirma que trocas de favores básicos pode pagar a estadia. Um beck bem bolado, uma história bem contada, um carinho, um beijo na orelha ou até mesmo uma bela noite regada a cerveja barata. Marcelo carrega dessas viagens amores momentâneos e amizades que restam um mistério entre as leis físicas de tempo, espaço e dimensões. Caso saiba cozinhar, o recomendável é usar de suas receitas para conquistar seus anfitriões, sugere. Na falta de sofás e nativos dispostos, abuse dos hostels, não se importe com luxo, nada do tipo, banheiros comunitários são bem-vindos, uma tendência na Europa, diz ele. Caso esteja acompanhado, as negociações são mais complexas, porém bem vindas, pois aumentam o cachê da pechincha.

Solteiro, 26 anos, morador do centro de São Paulo, nos recebe ao som de thrash crossover e uma camiseta do Ratos de Porão. Marcelo atua ativamente nos ramos das viagens hard core, considera-se um mito na área, um ícone. Perguntado sobre a feitura das bagagens, o momento antes do check in, Marcelo responde prontamente: “Deixe tudo para última hora, o legal é passar a noite em claro antes de pegar o voo”. Porém faz um parenteses, as drogas não podem ser deixadas para as últimas horas, tente separar lsd e uma quantidade razoável de erva para esconder pelo corpo, melhor forma de levar drogas desapercebido, um bolso falso da jaqueta, a carteira… cada um sabe o melhor esconderijo, só não vale vacilar. Uma verdadeira viagem hard core precisa de entorpecentes, mas segurança é fundamental para não entrar em cana.

É importante levar  uma necessaire, roupas, drogas, celular, carregador e uma bela máquina fotográfica, para os amantes dessa arte de registrar imagens, mas nada de pagação de fotografia, tem que ser amador, mas com consciência e humildade, explica. Com uma noite sem dormir e pouca quantidade de bagagem, a viagem acontece tranquilamente, com exceção das perturbações básicas com comissários de bordo servindo lanches ruins ou refrigerante para famílias grandes falantes ou executivos plenos de pobrefobia.

Chegando no destino, não pegue taxi, taxis são para granfinos, famílias de classe média alta endinheiradas demais pra serem hard core. Pegue busão, aquele lá que vai entrar no meios das comunidades que você nunca viu. Não sabe para onde ir? Basta perguntar no ponto, exclama Marcelo, que já se virou nos cantos mais inusitados.

É importante começar a viagem com fome, sono e indisposto, as primeiras impressões de mal humor são as melhores. Indagado sobre a melhor forma de se alimentar nas primeiras horas em território desconhecido, Marcelo explica que uma comida de rua cai super bem. Uma vez em Belém do Pará experimentou um guaraná com gosto de paçoca estupendo. O verdadeiro viagra do Pará (risos).

Em seguida, Marcelo recomenda umas horinhas de sono para a confusão começar. Logo quando acordar é hora de acender aquele beck e matar uma laricona com a galera. Surpreendida, nossa equipe perguntou o que viria depois, sem pensar, Marcelo fez um gesto de quem colocaria algo em baixo da língua, rindo.

“É partir pro abraço”.

Marcelo Motta, o turista hard core.